Site Abilio Diniz – Turbilhão de raiva: Aprenda a controlar melhor esse sentimento

Revista Digital: Site Abilio Diniz
Título: Turbilhão de raiva
Data: 20/06/2011

O stress excessivo e prolongado pode desencadear ataques de fúria tanto em casa com a família como na rua com desconhecidos e, sobretudo, no ambiente corporativo. Foi o que aconteceu com o assessor de comunicação Igor Carvalho. Ao ser questionado pela chefia de um antigo emprego sobre a qualidade de uma tarefa, ele imediatamente foi tomado por uma intensa exaltação. A repreensão da direção era o estopim para a explosão da raiva acumulada durante os três anos de trabalho duro sem a recompensa compatível. “Comecei a tremer muito, meu corpo ficou quente e meu coração acelerado, não conseguia me acalmar”, diz.

Casos como esse são mais comuns do que se pensa, já que a raiva é uma emoção legítima manifestada por qualquer pessoa que se sinta ameaçada, insultada, provocada ou injustiçada. Embora, geralmente, os ataques de ira tenham conseqüências negativas, é possível controlar as emoções e sair de uma situação de descontrole sem maiores prejuízos.
A psicóloga Marilda Novaes Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e autora do livro Stress e o Turbilhão da Raiva (Editora Casa do Psicólogo), explica que para evitar desfechos indesejados e até violentos provocados pela ira excessiva é preciso compreender os processos que a desencadeiam. “A raiva, mesmo que às vezes pareça “cega” ou “incontrolável”, não surge de repente”, afirma.

Segundo a especialista, o stress é um dos fatores que mais provocam esse sentimento. Em outras palavras, a raiva pode ser a manifestação do acúmulo de stress emocional. “As pessoas tendem a agir de modo muito mais emotivo quando estão estressadas. É por isso que algumas reagem com agressão e outras se magoam e choram ao se sentirem ameaçadas física ou verbalmente.”
Para controlar o nervosismo, Marilda recomenda algumas estratégias específicas. Num primeiro momento, diz, é necessário reconhecer a raiva analisando o evento desencadeador e as reações físicas e emocionais geradas por essa situação. “Tente quebrar o processo de desenvolvimento da raiva em sua fase inicial, ou seja, verifique se o seu modo de avaliar a situação desencadeadora (aquilo que você acha uma provocação) pode ser alterado”.

Agora, se você está estressado a ponto de sofrer desconfortos físicos como aceleração do coração, tensão corporal e sensação de sufoco, a recomendação da especialista é respirar profundamente e, ao mesmo tempo, imaginar algumas frases para apaziguar as emoções como: “Vou deixar para reagir amanhã, quando tiver avaliado a situação sem raiva; Não vou correr o risco de ficar doente por causa disso; Estou aborrecido e isto não é fim do mundo; Quem mantém a calma tem o controle”.

Já para os que se sentem melhor ao extravasar a raiva, o ideal é aprender a expressar as emoções de modo assertivo, defendendo seus pontos de vista positivamente, sem perder a paciência. Porém, é preciso lembrar que nem sempre é viável verbalizar aquilo que desagrada. “Ás vezes é melhor se calar por não estar em posição de igualdade naquele momento. Tudo depende da situação”, diz Marilda.

Link da matéria completa.