Como surgiu o IPCS

O Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS), cujo nome oficial é Instituto de Psicologia e Controle do Stress Marilda Emmanuel Novaes Lipp (IPCS), foi fundado pela Dra. Marilda Emmanuel Novaes Lipp (PhD. em Psicologia pela George Washington University) em abril de 1985.

Trata-se de uma entidade pioneira na América Latina que se destina a produzir conhecimento científico e promover a profilaxia e o tratamento do stress excessivo.

Desde sua fundação, o CPCS tem atuado em várias regiões do Brasil, realizando cursos e palestras, tanto para executivos como para funcionários em geral. O CPCS também oferece tratamento – individual ou em grupo – às pessoas que apresentam sintomas de stress. Mais de 15 mil pessoas já foram tratadas pelo CPCS.

Adicionalmente, o treino de controle do stress, em nível preventivo, é também oferecido.

Outro serviço oferecido é o de formação de multiplicadores de programas de stress em grandes empresas que desejam conduzir seus próprios programas.

O CPCS também publica artigos, apostilas e testes que facilitam o manejo do stress.

O tratamento oferecido é baseado na Teoria Comportamental Cognitiva (TCC) e exige somente de 12 a 15 sessões para ser realizado. Ele é constituído basicamente de treino na habilidade de lidar com o stress, exercícios de relaxamento, orientação sobre exercícios físicos e alimentação anti-stress. Não se trata de mais um modismo passageiro, como os 20 anos de funcionamento o demonstram.

Trata-se de um tratamento sério para quem está sujeito ao stress, ajudando a reduzir ou canalizar a tensão diária para fins positivos. A partir deste objetivo básico, o CPCS oferece cursos (inclusive para executivos em português e inglês), aconselhamento individual e em grupos em nível preventivo e de tratamento do stress para qualquer pessoa que esteja sujeita as tensões excessivas.

Em síntese, o CPCS é o primeiro órgão no Brasil especificamente organizado com o objetivo de ensinar indivíduos e/ou grupos a:

  • Reconhecer os sintomas do stress excessivo;
  • Detectar eventos internos e externos que desencadeiem a resposta de stress;
  • Entender o que é qualidade de vida e ser capaz de avaliar a sua e a das pessoas ao seu redor;
  • Elaborar um plano de ação para lidar com o stress de modo eficaz e para melhorar a qualidade de vida atual, tanto no nível pessoal como no empresarial.

Entidade foi o primeiro órgão brasileiro destinado especificamente à pesquisa e tratamento do stress. O IPCS age como um veículo informativo entre a pesquisa científica e o mundo corporativo aplicando os resultados de pesquisas em seus métodos operacionais.

Em abril de 1985, nascia a primeira entidade na América Latina destinada a pesquisar o stress, com suas causas e sintomas, bem como promover o tratamento do stress excessivo.

O Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS) nasceu com sede em Campinas e, 20 anos depois, já atendeu mais de 15 mil pessoas. O stress, que na época da criação do CPCS, era desconhecido no país, virou assunto cotidiano, muito embora as pesquisas não se esgotem e muitas pessoas ainda necessitem de esclarecimentos e ajuda para combater esta que não é uma doença, mas uma reação do organismo a situações ameaçadoras, que exigem grandes mudanças e adaptações.

Com um gasto excessivo de energia, a resistência do indivíduo cai e muitas doenças podem aparecer.

A fundadora do CPCS, Marilda Emmanuel Novaes Lipp, passou anos estudando nos Estados Unidos, onde conquistou o título de Ph.D. em psicologia pela Universidade George Washington, escrevendo sobre o stress. Ao retornar ao Brasil, em 1981, Marilda notou que o assunto era desconhecido no país e, dessa forma, surgiu a idéia do CPCS.

“Eu observava as pessoas e reconhecia os sinais de stress claramente, mas ninguém parecia entender que se tratava de stress e chamavam de várias outras formas, deste modo, o problema não era tratado adequadamente. Foi ai que percebi que o Brasil precisava urgentemente de que se desenvolvesse este campo de atendimento e resolvi fundar o CPCS”.

Hoje, a psicóloga é uma das maiores autoridades sobre o stress no país, resultado das inúmeras pesquisas que coordenou dentro do CPCS e dentro das universidades, orientando dezenas de dissertações de mestrado. Marilda também é autora de vários livros sobre o tema.

Pioneirismo

Dentro do Centro Psicológico de Controle do Stress, Marilda Lipp elaborou um programa de tratamento para o stress excessivo, composto de 12 a 15 sessões, baseadas na Teoria Comportamental Cognitiva (TCC). O programa auxilia no treinamento da habilidade de lidar com o stress, com exercícios de relaxamento, orientação sobre exercícios físicos e alimentação anti-stress. Viver a vida sem stress é uma utopia. Em algum momento da vida, as pessoas fatalmente vão passar por experiências de stress, mas há ferramentas que ajudam a minimizar os efeitos e sintomas do stress excessivo.

O CPCS atua não apenas no tratamento do stress, mas também na realização de cursos de aperfeiçoamento e extensão para profissionais da área de saúde e treinamento em empresas, sobre relações interpessoais, controle de tempo, mudança de hábitos de vida, qualidade de vida, entre outros. O trabalho do CPCS, que começou em Campinas, hoje se espalhou pelo país. Além da matriz e da filial, em São Paulo, existem franquias nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba e Campo Grande.

Descobertas

Após 15 anos de pesquisa Marilda Lipp propôs um modelo quadrifásico para o stress, expandindo o modelo trifásico estabelecido até então, criado por Hans Selye em 1936. Lipp foi a responsável pela padronização do inventário de Sintomas do Stress para adultos, com o qual é possível medir o nível de stress nas pessoas, o que facilita para estabelecer o tratamento para cada caso. Neste inventário, Marilda Lipp incluiu a fase de “quase-exaustão”. No passado, considerava-se que o stress se desenvolvia apenas em três fases: alerta, resistência e exaustão. A fase de quase-exaustão situa-se entre a fase da resistência e a fase da exaustão.

As pesquisas sempre trazem novos dados ao tema do stress e assuntos relacionados. Há 20 anos, não se cogitava falar de stress em crianças, por exemplo, e hoje sabe-se que elas também sofrem com ele. Crianças que não conseguem saber claramente o que estão sentindo acabam se passando por malcriadas ou birrentas, quando na verdade estão sofrendo a ação do stress excessivo.

Hoje, a incidência do stress no Brasil é de 35% na população adulta, e as mulheres são as mais atingidas. A multiplicidade de papéis, aliando as responsabilidades profissionais com as responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos é um dos principais motivos que fazem as mulheres liderarem as estatísticas do stress.

Mas, atingindo homens e mulheres, a globalização e o avanço de novas tecnologias são apontados como o grande fator estressor da atualidade, pois exigem adaptações constantes, e todo processo de adaptação tem o poder imediato de desencadear o processo de stress. “O Brasil, como todo país em desenvolvimento, está no centro de um processo de mudanças intensas, incluindo mudanças de valores, princípios, hábitos, tecnologia, pensar e fazer. Assim, o stress vai se tornando cada vez mais freqüente”, afirma a doutora.

Para ela, este é o milênio das mudanças, da reorganização mundial, do entrosamento de valores, da transferência de tecnologia e da globalização de valores. O stress está e continuará sendo grande, mas o ser humano – criança ou adulto – tem a capacidade de aprender estratégias de enfrentamento. “E é por isto que as pesquisas e os trabalhos clínicos do stress assumem tal importância neste século. Mais do que nunca, é preciso – e possível – desenvolver mecanismos de adaptação que garantam não só a sobrevivência, mas também uma vida de melhor qualidade para todos nós”, completa.